quinta-feira, fevereiro 19, 2004

lexicologias internas

lia. [Do fr. lie < celta *liga.] S. f. 1. V. borra (Ù) (1): (J· mil vezes provei, e de joelhos, a lia/ Do c·lix da amargura e da melancolia. Fontes, Martins. Poesias, V, p.113.) 2. BagaÁo de que se faz a aguapÈ.

liana. [Do fr. liane.] S. f. Bot. 1. DesignaÁ„o comum a diversas trepadeiras lenhosas, epÌfitas, de caule extenso (atÈ 70m), que abundam nas florestas tropicais. 2. Cada uma dessas trepadeiras: (Em troncos velhos viÁavam lianas e parasitas. Almeida, J˙lia Lopes de. ¬nsia eterna, p. 97)

fonte: Nosso Pai. Dicion·rio AurÈlio - SÈculo XXI.

mas, se se formos mais ‡ fundo na etimologia das palavras:

lia: Hebraico. Significa exausta, cansada.

liana: FrancÍs. Significa vinha.

fonte: Names - O Significado e a Origem dos Nomes.

agora tudo faz sentido.



um spam para se livrar de spams. È o fim dos tempos.


quarta-feira, fevereiro 18, 2004

E como eu só escrevo triste ultimamente, as pessoas me perguntam. Tá tudo bem? Te achei meio pra baixo... É claro que está tudo bem. Porque tem que estar tudo bem. E ainda assim eu venho escrever cada vez mais triste, gosto do meu escrever triste. Só não gosto de me sentir um adolescente. Adolescente acreditar em Beatles e em caras metades. E ter impulsivos pulsos de telefone. E arrependimentos e erros óbvios. Pior mesmo é a dúvida. Mais uma vez, a dúvida. É não saber se eu sinto mesmo a falta dele ou a falta de alguém. Ou a carência. É cantar Carinhoso sozinho no carro sem rádio e achar que foi escrita pra mim. É deixar tudo de novo pro último minuto e não ter a mínima vontade de fazer. E sentir vergonha/orgulho de escrever só sobre o próprio umbigo triste o tempo inteiro. É querer ser sempre alegre e incoerente. Não consigo.


terça-feira, fevereiro 17, 2004

Será que parou a chuva? Não, a chuva não pára nunca não pára. Mas eu tenho meu guarda-chuva-bengala preto que me protege. Mas eu não queria me proteger. Porque a proteção implica em estabilidade, e o estável é monótono. Eu quero as incertezas das dores bem vividas, nelas que a vida se vê crescente como a gente. E se eu às vezes berro por dentro em branco e preto é porque eu sou humano. Mas também sou zôomorfo, e uivo pra lua minguante e pro arco-íris fraco no fim da chuva. Uivo seco para a fraca desfragmentação da luz branca da lua minguando. E as luzes se apagam com o trovejar de um raio. E chega de aditivas e adversativas. Vou lá fora uivar pra chuva.


segunda-feira, fevereiro 16, 2004

segundona e eu ouvindo falar de E.T. e NoviÁa Rebelde. sÌndrome de Garfield estourando. eu odeio segundas. de luto pelo final de semana. homenagem post mortem. e o carnaval vem aÌ, Ù isquindÙ. mas quarta de cinzas j· estou eu em meu terno terno. quero fugir pra bem longe.