quinta-feira, janeiro 22, 2004

sushi ou baseado?
Esse sem-n˙mero de horas ociosas no trabalho d„o vaz„o ‡s minhas idÈias mais estapaf˙rdias. E num minuto eu estou faminto por comida oriental, embora tenho ido a um buffet no Han· ontem e n„o ter mais um puto nem pra comprar balinha. E de repente me d· uma vontade louca de fumar um, apesar de estar mantendo consumo di·rio respeit·vel de mariajoana. Ser· que se eu me trancar no box da redaÁ„o alguÈm repara? Com certeza faria tudo muito mais divertido nesse infernitcho. As fÈrias gastam seus ˙ltimos dias em completa inebriaÁ„o. GraÁas! Quero BÍ-Ag· esse final de semana, j· estou esquematizando. Pegar um bauz„o pra capital do p„o de queijo... Saudades loucas da minha amiga-atriz que est· longe h· um ano. Nossa, um ano passou e eu nem vi. E hoje È festa de encerramento do Big Brother BrasÌlia, altas emoÁıes. Nem precisa se incomodar, n„o vou dar detalhes. Sou curiosÌssimo, mas adoro instigar a curiosidade alheia. Ai, que saudades da Casa...


segunda-feira, janeiro 19, 2004

Prefiro a prosa ao verso, como modo de arte, por duas razões, das quais a primeira, que é minha, é que não tenho escolha, pois sou incapaz de escrever em verso. A segunda, porém, é de todos, e não é - creio bem - uma sombra ou disfarce da primeira. Vale pois a pena que eu a esfie, porque toca no sentido intimo* de toda a valia da arte.

Considero o verso como uma coisa intermédia, uma passagem da musica* para a prosa. Como a musica, o verso é limitado por leis rythmicas*, que, ainda que não sejam as leis rígidas do verso regular, existem todavia como resguardos, coacções*, dispositivos automáticos de oppressão* e castigo. Na prosa, fallamos* livres. Podemos incluir rythmos musicaes*, e comtudo* pensar. Podemos incluir rythmos poéticos, e comtudo estar fora d'elles*. Um rythmo occasional* de verso não estorva a prosa; um rythmo occasional de prosa faz tropeçar o verso.
*(sic)
Fernando Pessoa - Livro do Desassossego 321 págs Ed. Ática, Lisboa 1982

É por aí, Pessoa, bem por aí. Ou não.




ìCansada de ver como a insensatez tem fundamentos mais profundos que a verdade cientÌfica e como a reflex„o termina se aliando com os impulsos prim·rios para nos entregar ao capricho da pura poesia, do grande salto em direÁ„o ao que È mais nosso: o ato irracional.î
julio cort·zar ñ divertimento 143 p·gs ed. civilizaÁ„o brasileira, rio de janeiro 2003.


domingo, janeiro 18, 2004

boiolagem no futebol
Nada de extraordin·rio, a princÌpio. N„o È novidade que o mundo das bolas seja bastante homoerÛtico. AtÈ jogador j· se assumiu em revista gay. Mas agora a Playboy resolveu dar aos enrustidos que insistem em lÍ-la um prazer fetichista. A abordagem preconceituosa se esvai na curiosidade masculina. Eis um trecho da entrevista com o jogador Alex:

PLAYBOY - VocÍ j· presenciou cenas de homossexualismo (sic) no futebol?
ALEX - V·rias vezes. Joguei em clube que acabava o treino, dava dez minutos e o diretor aparecia no vesti·rio. Cruzava os braÁos e ficava apreciando a cena de 20 homens pelados no vesti·rio. Tinha jogador sacana que ia l· conversar pelado, dava tapinhas nas costas do cara. A cara de felicidade do diretor era uma coisa absurda.

PLAYBOY - Nos tempos de Coritiba, algo memor·vel?
ALEX - Sim. Tinha um massagista que todo mundo dizia que era veado.

PLAYBOY - Massagista È um problema. Bota a m„o na massa...
ALEX - [Risos.] … um problema, trabalha em uma ·rea um tanto perigosa. Para chegar ao est·dio Couto Pereira, eu e outros jogadores atravess·vamos o centro de Curitiba. No caminho, tinha uma praÁa chamada Santos Andrade, que era ponto de prostitutas e travestis. Um dia a gente viu o tal massagista l· em aÁ„o. O problema È que o cara estava aliciando jogadores tambÈm. O massagista e o jogador foram descobertos pela diretoria e afastados.