quinta-feira, novembro 20, 2003

Ela estava t„o linda. N„o perfeita, porque n„o sou t„o prepotente. Mas havia equilÌbrio estÈtico. Suavidade na superfÌcie. T„o linda, a minha escultura. E foram escolher logo ele. O grande e troncoso, com suas m„ozonas grossas cheias de calos, passando aquele pano gorduroso na minha escultura com um pretenso conhecimento de causa. Essa n„o È mais a minha escultura. A que eu fiz existe agora apenas no campo dos sonhos, etÈrea. Ela È sÛ minha, infelizmente, de mais ninguÈm. Essa outra aÌ È do aÁougueiro. Ele que assine.


quarta-feira, novembro 19, 2003

Uia. E eu ainda me pergunto porque estou sozinho...



Há muito tempo eu não ouvia minhas mp3's. Gostosa sensação despertada pela música, reacender lembranças engavetadas. Saudades de Moby, Peaches, Kittin. E das bregueiras também. Saudades do tempo em que ouvia essas músicas em loop sem parar. Saudades da luciane, da dhenise, do júnior. Amigos próximos que a vida distancia, mas a música reaproxima, ainda que em modo analgésico.



sobressalto
Acordar às duas e pouco e ainda com a mesma roupa do dia anterior, a cama feita, e lembrar que tenho prova no dia seguinte. Roland Barthes, um bom companheiro para a madrugada. Além dos cigarros, é claro. E acabo de ser lembrado que a inauguração da Megatribe era hoje - ou foi ontem, dia dezoito. Eu realmente queria ter ido. Mas adianta de alguma coisa, chorar pelo leite derramado? Deus meu, posts insônes saem tanto à pieguice que é melhor parar por aqui.


terça-feira, novembro 18, 2003

Nessa terça-feira de manhã sem aula e sem prova o pijama azul parece tatuagem. Nem me lembre que daqui a pouco tenho que assentar os cabelos e fingir que sou sério. Se é que um homem de vinte e um anos de cabelos loiros e espetados, terno cinza chumbo (ou será que vou de preto?) e óculos novos da Chillybeans (que, segundo Rindu, me dão um ar de Jackeline Kennedy) pode ser considerado sério. Pode, pode sim. Eu sou muito sério quando quero. E agora que já se passarm duas semanas do meu aniversário, sinto que está na hora de dar ibope para os outros presentes que não apenas a minha lindíssima máquina digital. Comecei a ler Melancia, de Marian Keyes, presente da minha tia que parece uma leitura deliciosa para espairecer a cabeça. Tudo o que eu preciso. E as duas garrafas de vinho tinto deitadas na diagonal, entre os anjinhos que minha tia-vó adora guardar até perderem a cor, olham para mim como se reclamando que eu ainda não as bebi. Mas eu quero bebê-las apenas quando estiver com sede de vinho. Ultimamente a sede de cerveja anda regulando o acúmulo adiposo em meu abdômen. E os outros livros todos que eu ganhei, lindos, acumulados na caixa com o resto das minhas coisas que não acham espaço nesse apartamento temporário. Ganhei muitos livros, acho que as pessoas estão me considerando sério. Adoro ganhar livros, mesmo aqueles que eu sei que vão apenas se encher de poeira na estante. A semana começa e ainda/já é terça. Sei que os ponteiros giram em meu relógio, mas percebo como nunca a relatividade einsteiniana.