sábado, outubro 25, 2003



Meu coração vive cheio de amor e deserto.
Fagner e Zeca Baleiro

Raimundo Fagner e Zeca Baleiro juntos? A mistura parece à primeira vista indigesta, mas o resultado é na verdade deliciosamente sinestésico. O novo álbum RAIMUNDOFAGNER&ZECABALEIRO apresenta músicas escritas e interpretadas pelos dois cantores. Eles também assinam juntos a produção do disco. A lírica e densidade desse trabalho que cruza gerações é simplesmente imperdível. Disponível nas melhores casa do ramo.



Encontrei aqui em baixo do bloco uma cigarra bastante simpática. A Odete. A pus no meu ombro e ela foi comigo comprar cigarros. Quando cheguei no balcão da padaria, Odete ficou com vergonha da caixa e se escondeu atrás do meu pescoço. Quando voltei, deixei Odete num banco, mas ela saiu voando antes mesmo de pousar. E nem virou pra se despedir. Ingrata.


quarta-feira, outubro 22, 2003

Diversidade ganha destaque no Cerrado



Começa dia 13 de Novembro, em São Paulo, a décima primeira edição do Mix Brasil - Festival da Diversidade Sexual. Criado em 1993, o Mix Brasil divulga produções nacionais e internacionais que retratem a sexualidade humana. Como os organizadores do evento fazem questão de frisar, não se trata apenas de buscar espaço para gays e lésbicas, apesar do público ser majoritariamente GLS. Essa sigla, aliás, foi criada nos bastidores do festival. Numa tentativa de traduzir a expressão americana gay friendly, surgiu o agora famoso título de simpatizante. A sugestão de que uma pessoa não necessariamente precisa ser homossexual para freqüentar o gueto - modo como é chamado o meio homossexual -, abriu espaço para a diminuição de preconceitos. Aliás, é exatamente esse o intuito do Mix Brasil: tratar a questão da sexualidade sem rótulos, sem discriminação. O uso da palavra diversidade - que a princípio parece abrangente demais - no título, tenta mostrar que a sexualidade é uma gama de possibilidades que se entrecruzam. Se o festival consegue atingir isso ou não, é uma discussão que não cabe aqui. Mais recentemente foi criado o termo "politicamente correto" GLBT - Gays, Lésbicas, Bissexuais e Travestis, que extinguiu a expressão simpatizante num processo similar ao norte-americano de luta contra o preconceito através da segregação. Mas essa discussão é outra que não deve ser posta em pauta nesse artigo.

O Festival não chegou a vir à Brasília no ano passado. Segundo a organização, por falta de verbas. Em anos anteriores, apenas uma seleção dos filmes mostrados em São Paulo veio à capital. Esse ano, no entanto, Brasília ganhou lugar de destaque na agenda do Mix. Alguns dias após o término das exibições paulistas, começa, no Centro Cultural do Banco do Brasil, a versão candanga do Festival, que vai de o dia 26 de novembro ao dia 7 de dezembro. Mais longa, aliás, que a versão carioca, que acontecerá após a brasiliense e deve durar apenas uma semana. O lugar que abrigará o Festival foi escolhido por conta do apoio dado pelo Banco do Brasil ao evento, fato que infelizmente pode vir a prejudicar os cinéfilos brasilienses. O Cine Brasília costumava abrigar os festivais passados, com uma estrutura bastante acolhedora. Embora o projeto do Niemeyer para a filial do CCBB em Brasília seja esteticamente bonito, ainda carece de espaço físico para mostras desse porte. Durante a versão candanga do festival carioca de animação Anima Mundi, espectadores disputaram cadeiras à tapa na recém inaugurada sala de cinema.

Ainda não foi divulgada oficialmente a lista de filmes que serão exibidos, mas podem ser encontradas no site do Festival - http://www.mixbrasil.com.br - os nomes de todos os filmes que participaram de versões passadas, podendo-se até mesmo assistir alguns deles. Há também informações adicionais sobre a versão deste ano, além de notícias, textos, galeria de imagens, etc.

Mesmo com todas as críticas que são possíveis de serem feitas ao Mix Brasil, há de se reconhecer que o festival já tem renome, dentro e fora do País, e que há dez anos vem colocando a cara a tapa e fazendo, de maneira descontraída porém séria, um trabalho de promoção do fim do preconceito. Outra coisa que vale a pena realçar é que o festival é eclético em quase todos os sentidos. O que quer dizer que há filmes excelentes, mas também há outros completamente trash na programação. A nós resta inspirar longa e profundamente e irmos nos espremer na mini-sala do CCBB para conferir os longas e curtas-metragens que virão para cá.

Bom de estudar jornalismo é que trabalhos de faculdade podem facilmente virar posts.



tipo de coisa que eu n„o precisava saber II
Meu colega estagi·rio colecionava papÈis de carta da Xuxa. Jurando que a racha era a Rainha. Hahahaha. Que foi? T·, t·, eu tinha o Èle-pÍ. E, na Època, adorei Lua de Cristal. Mas È diferente, oras. … diferente.


terça-feira, outubro 21, 2003

tipo de coisa que eu n„o precisava saber
meu chefe vai ‡ latrina e n„o lava as m„os.


domingo, outubro 19, 2003

E ele disse que também sentia tesão por mim. Fazia tempo. Me agarrou pela cintura e me sufocou com o perfume caro. A mandíbula ressaltada. E os lábios, ah, os lábios... Tão perfeitos e bicudos que pareciam impossíveis de beijar. Mas não naquele momento. Ali, além, agarrou-me pela bunda com sua mãozona. Depois... Não lembro. Não sei se o chocolate, a cerveja ou os goles roubados da caipirinha do Cléber. O estrobo me ofuscava e eu lembro de me sentir feliz, envolvido inteiro pelos enormes braços. E, quando abri os olhos, ainda escuro. Me lembrei, horário de verão, maldito horário. E meu pijama cinza estava pegando. A cama do meu irmão já vazia.
Serei eu que inconscientemente gosto de viver no mundo dos sonhos ou os sonhos que insistem em me perseguir?