sexta-feira, agosto 01, 2003

retrocesso religioso e social.
Como qualquer viado que se preze, tenho que deixar registrada a minha indignação com a nova, se é que se pode assim chamar, "campanha" do vaticano. Eu mesmo há muito tempo já tinha abandonado essa instituição falida, mas devo admitir que ela ainda exerce grande influência no globo. Até quando eles vão insistir em lutar contra o tempo, a favor da ignorância? E ainda ter que ouvir o capiau que governa o maior império-granja do planeta defender essa canalhice me revolta na mesma proporção.


quarta-feira, julho 30, 2003

Em apenas algumas horas eu devorei o livro que comprei essa manhã - embora sejam apenas pouco mais de cem páginas. O Segredo de Joe Gould. Dois textos publicados pelo jornalista Joseph Mitchell na Revista The New Yorker. Um em 1942, e outro em 1964, depois da morte de Joe. A história é tão fantástica, tão repleta de reviravoltas que se não estivesse estampado na capa 'uma obra-prima do jornalismo literário' poderia jurar se tratar de uma obra de ficção. Essa imagem à esquerda é um retrato do próprio Joe Gould feito por uma pintora do Village, cenário principal da história. Fiz questão de googlear esse quadro para ver a expressão marota do mendigo esquálido que vivia de trocados em prol daquilo que ele chamava de História Oral. O tanto de poético que Joe Gould tem, o tanto de genial, tem também de ridículo e absurdo. Gozado foi que resolvi abrir um blog muito bacana que fazia tempo que eu não lia. Não é que encontro um post falando justo sobre esse livro, e ainda sobre um filme, Joe Gould's Secret, que em português recebeu o nome de Crônicas de Uma Certa Nova Iorque. Agora que terminei de ler o livro quero muito ver o filme, principalmente porque o elenco conta com bigshots como Stanley Tucci, Susan Sarandon e Hope Daves.




Nossa, subiu tudo? - surpreendeu-se a vendedora da Imaginarium quando eu peguei no tesômetro e a aguinha vermelha começou a jorrar e jorrar. Sete meses, pensei para mim mesmo. Sete meses, né?



Segunda vez que eu madrugo pra chegar na faculdade e não ter aula simplesmente porque o professor não deu as caras. Espero que isso não se repita amanhã, ou o que resta do meu bom humor desaparecerá. E o babado forte agora é que um professor foi visto mais de uma vez nos arredores do Conic, de madrugada, posando de baby look, pegando no pau. Fazendo o quê? Passeando, é só o que posso presumir. Ele sempre disse por aí mesmo que era stripper, agora sei o que significa. Yew.


segunda-feira, julho 28, 2003

Tanto a ser dito. Não sei um como, então não digo. Para ilustrar, uma frase da Arundhati Roy, do livro Deus das Pequenas Coisas. E o ar encheu-se de Idéias e Coisas a Dizer. Mas, em momentos como esse, só as Pequenas Coisas são ditas. As Grandes Coisas jazem lá dentro, não ditas. Enfim, depois de um finaldesemana acabação, com direito a doses excessivas de álcool e otras cositas, retorno às aulas e me enterro no trabalho como não tinha feito até então. Feliz. A responsabilidade adquire um novo perfume que me agrada as narinas. Novas figuras masculinas se colocam de maneira não desesperadora. Até eu já me sinto mais tranquilo, relaxado no quesito sexual. Dá um beijinho na bochecha que eu me satisfaço. Pet me and i'll melt. Nunca uma segunda-feira tinha sido tão gostosa. So long, Garfield sindrome.