sexta-feira, julho 18, 2003

Monstrinho dentro da minha barriga dando porradas na parede do meu estômago. Explicações mediavais para dor-de-barriga à parte, quero sair de novo hoje. Apesar do Arena lotado de ontem. Quero afogar o monstrinho em mais álcool e ver se ele se aquieta. Mais uma cruzada para acabar com a minha carência. Mesmo sabendo que quando eu saio com essa intenção, as chances de realmente conseguir algo são mínimas. Ainda assim, quero sair. Gueto, gueto, gueto. Para criticá-lo e para frequentá-lo. No gueto somos mais gays?


poção anti-monstros-estomacais



quarta-feira, julho 16, 2003

meloso-melancólico



Hoje eu sou um menino assustado. Sete anos, talvez seis. Não sei ao certo. Só sei que tudo o que eu mais queria era mesmo um bom colo. Colo daqueles em que eu encostasse a cabecinha e me sentisse protegido. Da minha angústia, do meu destempero, de mim mesmo. E viriam aqueles brações enormes e me abraçariam e me fariam sentir ainda menor. E amado. Eu me lembro - acho - de como é se sentir amado, desejado. Um espasmo pela coluna toda e eu percebo que não tem colo nenhum. Só eu, menino-grande desiludido rezando a mesma cartilha já fora de circulação. Vasculhando a ciber-espiritualidade por respostas fáceis e enigmáticas. Mas nenhum oráculo pode me oferecer as respostas que preciso. Preciso aprender a responder por mim mesmo. Por que tanto medo de me resposabilizar? E redijo um texto pobre e recheado de clichês. Odiando, claro. Mas talvez nos clichês eu encontre a resposta, ou o caminho pra ela. É a vida. Vou reabastecer o copo de coca, acender mais um cigarro, apagar todas as luzes, deixar a norah flutuar para fora das caixas de som e ter uma briga imaginária com meu namorado idealizado.



O que fazer quando há muito a ser feito e coragem pra fazer nenhuma? E a pilha de louças que insiste em não se lavar sozinha? Pelo menos eu tenho coca-cola. Nada melhor que coca-cola para curar ressaca. Uns bons goles acompanhados daquele antepasto de beringela com torradas e sou outro.


segunda-feira, julho 14, 2003

Saca aquela propaganda do mastercard que o menino fica feliz que os pais vão viajar? Pois é. Liberdaaaaade.


domingo, julho 13, 2003

Um dia. Um dia sem lavar e já tá assim, preguento. Tudo bem que é quando ele fica mais bonito, no lugar que eu quero que ele fique. Menos quando acordo, aí parece uma emergente entupida de laquê indo pra ópera na Villa-Lobos. Tá eu sei, eu vou lavar. Já, já.





Eu te-nho, você não te-em...