sábado, julho 12, 2003





Eu até queria essa baboseira de romantismo, sabe? De ver o colorido das coisas, de descobrir detalhezinhos bonitinhos. De ficar abobado olhando pro teto encaracolando os cabelos nos dedos e mordendo os lábios. Mas ando tão amargo que a felicidade alheia já começa a me causar náuseas. E o poeta lá dentro diz que o sofrimento é esteticamente interessante. E eu lá quero saber de esteticamente interessante? Eu quero ser feliz, for a change. Nem eu aguento mais ler meus posts deprimidos/deprimentes. Por isso é bom postar imagens. Vamos desenhar. Pelo menos pra isso o sofrimento serve. Esteticamente interessante.


sexta-feira, julho 11, 2003

E hoje tem:





Eu tô todo Secos e molhados hoje. A tarde ouvindo a remasterização. Do the math: 2 lp's = 1 cd. Saudades...


quinta-feira, julho 10, 2003

Ontem foi aniversário do meu irmão. Meu irmãozinho virando maior de idade e eu não me senti velho. Ainda não. Me senti feliz. Finalmente somos os dois adultos e amigos. E por isso eu fiquei a tarde toda fazendo aquele bolo de morangos e chantilly - que ficou uma delícia, modéstia à parte.

E agora eu sou estagiotário de verdade, que faz entrevistas e escreve matérias. Sai, gelo na espinha, sai.


terça-feira, julho 08, 2003

[update no poemoblogue]





Muito me impressiona a qualidade da diagramaÁ„o das caixas de cigarro. Cream of the crop. O que caga s„o essas images do MinistÈrio da Sa˙de. Percebe-se claramente que um investe uma baba e o outro sua pra tirar alguns trocados do orÁamento pra fazer uma campanha contra. Por isso que o cigarro parece t„o glamouroso, a princÌpio. Falta iniciativa para escancarar o lado negativo. Porque saber que existe, a gente sabe. Mas daÌ a convencer o inconsciente disso...
pÍ-Èsse: geralmente eu fumo Carlton, mas o boteco tava sem. Malboro È a segunda opÁ„o.


segunda-feira, julho 07, 2003

O carro vazio no caminho de volta de um fim de noite descart·vel. Plat„o zanzando pelos fast-food de BrasÌlia atr·s de um mata-larica. Fechados, todos. Todos menos o Sky¥s, mas fila enooorme. E, convenhamos, pegar fila pra comer excesso de maionese È deprÍ demais. Mesmo ontem, mesmo ontem. A geladeira quase vazia. Na frigideira: manteiga, cebola, arroz, ovo, sal e uma pitada de curry, em prol da bichice. E o sof· de solteiro est·tico, imÛvel. Nem um abraÁo. Como eu queria ter alguÈm pra ficar nessas horas. Se eu tivesse um namorado a gente teria trepado horrores ontem e eu nem tinha desperdiÁado cinco re·u naquela merda de Por„odoRock pra ver Paralamas de canto de olho. E desde ontem eu tÙ com esse cheiro de cachorro impregnado. Deusmeu,oquequeeufiz?!


domingo, julho 06, 2003

N„o È preciso entender. … essencial respeitar.

E viva a parada. Eu arrasando com minha camiseta homemade, imensamente reduzida sem a frase do jr. Viva as nossas poucas mil pessoas. Multiplica por cem e tem a parada de Sampa. … pouco, mas È nossa. E eu me diverti horrores... Pulei da seis sul atÈ a rodovi·ria com g·s de quero mais. AtÈ Gisa Pithan eu aturei. AtÈ a ˙ltima ponta. PrÍmio de assertividade pra mim. Hoje eu virei bicha-macho de verdade. N„o me comparo ao dedo na cara que a June deu, mas ainda assim fiquei surpreso comigo mesmo. Me devolve os Ûculos, porra! E a danÁar exibindo as lentes. Viva a porra do orgulho.