sábado, junho 21, 2003

E mais uma vez eu fiz que ia descansar um pouco antes de sair e chapei. Quatro da manh„ e eu acordo chupando o dedo. Acho que estou mais conformado que da ˙ltima. Esatava meio cansado, n„o tinha dinheiro, e nem tava t„o empolgado. AlÈm disso, ninguÈm me ligou. NinguÈm. Ent„o v„o todos se praquele lugar que eu vou voltar pra cama.


quarta-feira, junho 18, 2003

VocÍ acha mesmo isso de mim? Puxa, achava que vocÍ n„o me conhecia direito. Agora sei que n„o faz a menor idÈia de quem eu sou.

Sou aquele por quem me tomam. Isso foi um cara chamado Luigi Pirandello quem disse l· por volta do sÈculo dezessete. As pessoas n„o entendem, ou se recusam a querer entender, que a noÁ„o de identidade que elas tÍm de si mesmas n„o È necessariamente a identidade ˙nica e verdadeira, que poucas pessoas, ou nenhuma, conseguem perceber. Para mim, assim como para Pirandello, essa noÁ„o que cada um tem de si existe no mesmo plano que o outro tem dela. Ou um outro ainda. J· reparou que a sua voz que vocÍ conhece fica bastante diferente quando È gravada? Se eu fosse usar um discurso cientÌfico, diria que isso se d· por conta da reverberaÁ„o que o som sofre dentro da sua caixa craniana, levando seus ouvidos a captar sua voz diferentemente de quando da propagaÁ„o no ar, que È como as outras pessoas a percebem. PÈra l·! VocÍ est· dizendo que a minha voz que eu conheÁo n„o passa de uma ilus„o?, alguÈm poderia dizer. N„o, n„o È o que estou dizendo. Essa voz que vocÍ ouve existe, mesmo que sÛ para vocÍ. Existe num plano de realidade que ninguÈm mais alcanÁa, a menos que esteja dentro da sua caixa craniana. Dito isso, queria apenas mostrar que n„o È necess·rio se preocupar com que os outros pensam ou deixam de pensar de vocÍ. Desde que vocÍ mesmo n„o tente se enganar, tem a liberdade de criar uma vers„o de si prÛprio a seu gosto. Liberdade.



O meu, quero bem forte. Nada de adoÁante. AÁ˙car, por favor. Duas colheres. Hum... Adoro cheirinho de cafÈ assim, passado na hora. VocÍ n„o?


terça-feira, junho 17, 2003



Eu sei que ainda faltam cinco dias contados nos dedos pro tÈrmino do seu inferno astral, mas j· fiz a imagem mesmo e sou escorpiano ansioso mesmo. ParabÈns, Re.


segunda-feira, junho 16, 2003

Pois se ele È famoso, È natural que eu olhe. Quase obrigatÛrio, n„o? Mas aquela olhada dele foi definitivamente uma secada. E eu nem pra chegar junto, sei l·, dar o telefone. O que me falta, alÈm de coragem?