sexta-feira, junho 13, 2003

Em algum tempo entre cinco pras sete e sete. Três carros se engavetaram em alguma entrequadra de Brasília. Na superquadra ao lado, Artur fecha a porta e tira do bolso os cigarros recém-comprados e senta de novo no computador. Sabe que deveria estar aliviado, acabaram-se as provas e a lua se gaba lá me cima de ser cheia em sexta-treze. Mas depois da bebedeira com sua sala logo depois da última prova (era de comunicação comparada, Barthes e Hall gargalhavam daquela prova ridícula, ainda mais sabendo que Artur não superou o superficial), no indefectível Bar do Beto. Nem era meio-dia ainda e a sombra vertical do edifícil ainda escondia o sol quando chegaram. Muitas gargalhadas, músicas, cigarros e copos depois, Artur foi pro carro meio leve meio pesado. Se convencendo a segurar a onda quando chegasse em casa. Mal sabia ele que em casa um amigo de seu pai já garfava um pedaço de quiabo, almoço social. Nada que Artur não pudesse contornar. Era um amigodepai bastante simpático. Só que algumas horas depois, a sóbria luz azul do computador ofuscava o brilho da lua cheia. Artur meteu a cabeça pela janela e soltou um uivo nada sincero. Mais tarde a empolgação havia de aparecer. Acendeu um incenso de sândalo e um carlton vermelho, foi escrever.



E o famigerado dia dos namorados, a despeito do engarrafamento descomunal de carros e de flores que esta cidade sofreu ontem, transcorreu tranquilo. Terminou excelentemente bem. Isso graças ao maravilhoso Tiros em Columbine que eu fui ver na sessãonoveequarenta com a Camila. Ainda bem que existe alguém com essa audácia, essa cara-de-pau, ainda por cima sendo americano. Até agora eu não entendi como a Academia deu o Oscar, mas ainda assim fico feliz por ele ter tido a chance de proferir aquele discurso fantástico na noite de entrega. Outra coisa que me surpreende é que não tenham atirado nele, e espero não assistir nunca um Tiros em Michael Moore. O mundo precisa de mais Michaels Moore. Se você por algum acaso ainda não viu o filme, corra antes que saia de cartaz. Filmografia pra lá de obrigatória.


quinta-feira, junho 12, 2003



Não é fofo?






Vem cá, menino. Deixa eu te colocar no meu colo e dizer coisas carinhosas no pé do seu ouvido, vem. Deixa eu perder meus dedos no seu cabelo, minha língua na sua boca. Não desaparece, não, menino, fica aqui, engaiolado em mim, fica. Sumiu, foi embora. Quando eu vou parar de sonhar, hein?


quarta-feira, junho 11, 2003

Banho de cheiro. Fumaça de sândalo pela casa. Vamos nos purificar. O ar que entra já não é o mesmo que sai. Nem eu sou o mesmo. Lavagem.


terça-feira, junho 10, 2003

pro inferno com o dia dos namorados. pro inferno com os coraçõezinhos nas vitrines. pro inferno.


segunda-feira, junho 09, 2003



Drika indecisa.




domingo, junho 08, 2003

Cavalhadas. Pirenópolis. Foi gostoso, a cidade estava num cheio tranquilo, nada da muvuca insuportável do carnaval ou ano novo. Fiquei com pena que a banda resolveu achar mais bonito tocar umas porcarias de marchas marcias super sacais ao invés das músicas tradicionais da cidade. E tive que voltar logo hoje porque amanhã tem prova. Nem deu pra ver a melhor parte da festa, que continua até terça. Conheci o Zé do Pífano, um senhor já velhinho que passava tirando os melhores baiões do seu pífano, que é uma espécie de flauta transversal rústica. Não resisti e comprei um pífano dele, e já comecei a tirar uns sonzinhos. Logo logo eu tô craque. Mas essa semana é a semana bomba, prova todo dia. Carái, véi.