sábado, dezembro 28, 2002

Saia Justa

Me empresta o fogo?
Claro!
Brigada! Vcs n„o s„o de BrasÌlia?
Arram.
…, estava reconhecendo... Bom, brigada.
Qual seu nome?
Nina.
Ah, o meu È Artur.
…, eu sei.
Er...



Tirando certos incidentes - como pagar quarenta reais numa corrida de t·xi q valeria no m·ximo vinte - nossa pequena saga no Rio de Janeiro comeÁa bem. Finalmente conhecemos o doce de pessoa q È a Paulinha. T·, eu j· imaginava q ela fosse sensacional, mas essa menina sempre pode te surpreender. Se animou de ir pra uma balada com gente, onde pudemos conhecer tambÈm o Jr, q fez o imenso favor de nos indicar as opÁıes mais interessantes da noite da cidade maravilhosa. N„o querÌamos nem sair da festa, mas seis horas sucumbimos ‡ dor de cabeÁa da Ana. Volto em breve com mais notÌcias de Tres caipiras na cidade grande. Aguardem!


quinta-feira, dezembro 26, 2002

Toda vez q eu coloco o cabelo pra cima minha tia-avÛ me diz q ele est· horrÌvel. AtÈ j· me acostumei, qd ela diz q t· uma droga eu j· sei q t· legal. Mas dessa vez ela se superou.
A pessoa mais feia da minha famÌlia È o Artur.
Veja sÛ! Ganhei o prÍmio Mais-Feio-Da-FamÌlia. E olha q a concorrÍncia È grande...



"O fim de Roriz
Ricardo Noblat

25/12/2002 21h49
O novo governo de Joaquim Roriz acabou antes mesmo de comeÁar. Antes mesmo de ele escalar todos os seus secret·rios. E, a essa altura, antes mesmo de ele terminar o mandato ainda em curso.
Havia fartas provas iniciais de irregularidades cometidas no dia da eleiÁ„o em segundo turno ganha por Roriz com 15 mil votos de vantagem sobre Geraldo Magela, candidato do PT. Coisas como transporte ilegal de eleitores e notas de R$ 50,00 escondidas dentro de camisetas.

Mas o que a PolÌcia Federal descobriu na semana passada foi t„o grave que tornou tais provas irrelevantes. Seguramente diminuiu sua import‚ncia. A PolÌcia Federal encontrou a fornida caixa preta da reeleiÁ„o de Roriz.

Mais de R$ 35 milhıes saÌram dos cofres do Governo do Distrito Federal, passaram pelos cofres de duas empresas prestadoras de serviÁo, e parte deles foi empregado para pagar despesas de campanha de Roriz.

Est· tudo comprovado por meio de contratos, recibos e confissıes. Existem atÈ comprovantes de multas aplicadas por excesso de velocidade em carros alugados por tais empresas para servir ‡ campanha do governador.

E, o mais not·vel, È que os comprovantes das multas foram remetidos pelas empresas ao GDF para que ele as pagasse. Procedimento de quem se considera imune a qualquer coisa; de quem imagina que jamais ser· apanhado.

Roriz sabe que n„o chegar· sequer ao meio do seu novo mandato de quatro anos. Ou ser· cassado ou renunciar· para n„o ser. Ele j· opera com a hipÛtese da ren˙ncia. E seus assessores de mais confianÁa sabem disso.

O presidente eleito Luiz In·cio Lula da Silva empregou no seu governo a maioria dos candidatos do PT aos governos estaduais derrotados nas ˙ltimas eleiÁıes. Deixou de fora Geraldo Magela.

Lula tambÈm se convenceu de que Roriz est· ‡s vÈsperas da aposentadoria polÌtica forÁada ou volunt·ria. Prefere assim que Magela se poupe para ocupar mais tarde a vaga a ser aberta com a saÌda de Roriz.

Um copo com ·gua pela metade pode ser um copo mais ou menos cheio ou mais ou menos vazio, a depender de quem o observe.

A cassaÁ„o do mandato do ex-senador Luiz Estev„o de Oliveira e o fim melancÛlico da carreira de Roriz podem ser vistos como provas evidentes de que a polÌtica no Distrito Federal estava podre.

Mas podem tambÈm ser interpretados como sinais animadores de que a polÌtica entre nÛs comeÁa a ser depurada de seus maus elementos. Prefiro acreditar que È isso o que ocorre. E torÁo que seja isso de fato."


… claro q ainda tem muita ·gua pra rolar, mas devemos comemorar cada conquista.


quarta-feira, dezembro 25, 2002

Tudo certo pra viagem. Despenco-me sete horas l· pra RodÙFerrÙ e embarco junto com Dani e Ana num viaÁ„o Itapemirim. Pra dar um tempo de BrasÌlia, da ponte, do terrorizmo, das mesmas caras e lugares. Preciso recarregar minhas baterias. Quase acabando a energia... Quero beija na boca, ter um ReveillÛn ideal, caras bonitos. N„o quero nem ficar muito falando de assuntos de coraÁ„o, ultimamente me deprime muito entrar nesse mÈrito. SÛ vou pedir pra Iemanj· mandar um cara pra mim num barco branco. Ser· pedir demais?



AtÈ a tampa de tanto comer comer comer. Mas eu gosto do Natal. Pode me chamar de consumista, alienado, idiota, o que quiser. Fato È q essas festas de final de ano me tocam. Basta ouvir dingou bÈus q eu viro crianÁa. A festa aqui em casa È sempre muito divertida, muito mico e muita zorra. Esse ano n„o foi diferente. Sacanagem, comida, ·lcool, enfim, um Natal saud·vel e feliz como os anteriores. Depois ainda fui pruma festa do outro lado da cidade, dancei atÈ me acabar e saÌ bem na hora q o sol tava chegando. Fiquei com vergonha dele. Depois de uma noite de farra, pode ser revelador demais, esse tal de sol. Enterrei os ossos nas casas das avÛs, ou seja, comi o dia inteiro. De novo. Uma homeopa-tia de Boldo Alcachofra e Jurubeba q mam„e trouxe ainda agora deve dar conta do recado e fazer as pazes com meu fÌgado. Tadinho.


segunda-feira, dezembro 23, 2002

Three Stooges

Fomos eu, meu pai e meu irm„o na Feira dos Importados do Paraguai comprar um tal teclado musical pra dar de amigo oculto. Metade das barracas estava sem luz. Ficamos na metade iluminada. Mas o m·ximo q est·vamos conseguindo encontrar eram uns teclados Yamaha caros demais pra presente-amigo-oculto. Resolvemos sair peguntando pelas barracas onde encontrar teclados mais simples, mas todos os feirantes acabavam nos redirecionando pras mesmas duas barracas de teclados caros e chiques. AtÈ q eu chego numa q disse q ela mesma tinha e antes q eu pudesse dizer mais alguma coisa se desembestou correndo por entre as barracas. Um tempo depois ela volta com um teclado de computador. Bem, n„o era exatamente esse tipo de teclado q eu tinha em mente... Foi quando o temporal comeÁou a desabar. E essa feira, viu, vou te contar... O teto È todo mal-feito, goteiras pra todo lado, isso sem contar as calhas q s„o jorradas por um cano no meio da passagem. O ch„o entre as barracas virando v·rios afluentes q v„o desaguar nos corredores centrais, veradeiros Nilos e Amazonas, a essa altura. NÛs, os patetas, ilhados na feira, ·gua pelas canelas. A nosa metade tb fica ‡s escuras. Ficamos esperando a chuva diminuir, mas ela n„o queria, a danada. Os outros dois resolvem sair correndo pro carro, pra se ensopar de vez. TrÍs pintos molhados dentro do carro, voltando pra casa sem presente. Eu j· tava preparando o remo, pq tava tudo alagado. EngraÁado mesmo foi no elevador, eu e meu irm„o, cada um de um lado, esmagando meu pai. Ele sai e Harry e Moe aqui batem as cabeÁas. TrÍs patetas ficam no chinelo. Nharf, nharf, nharf, nharf!...


domingo, dezembro 22, 2002

T·, tio Roriz conseguiu boicotar as apresentaÁıes do nosso auto de natal na Esplanada, mas hj estreiamos na feira da Torre. Eu faÁo o menino-Jesus. …, ele mes. Ainda q, vindo dessa confus„o de crenÁas q foi minha criaÁ„o, n„o tenha Nele essa vis„o endeusada crist„. Pra mim ele foi um grande cara, como foram Buda, SÛcrates, Shakespere e tantos outros. Mas aÌ vem uma coisa q gosto dessa montagem. Jesus È, de certa forma, dessacralizado. N„o totalmente, È claro, afinal È um auto de Natal, mas ele È colocado como uma crianÁa, com tudo o q ser crianÁa significa, capetices inclusive. E o fiz com sotaque baiano, ali·s, todos os personagens tÍm algum tipo de sotaque. Bem, mas as apresentaÁıes de hoje foram legais, dinheiro no chapÈu q paga a gasolina, t· valendo. SÛ esse l·pis q n„o sai do meu olho e me deixa com essa cara de drogado.